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Redação no vestibular

Temas de redação

Temas: página 2

 
 
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Temas de Redação - página 2

1) UFMG

E se ... o voto não fosse obrigatório? A tentação é grande... Seus amigos querem saber o que você vai fazer no feriado, as agências de viagem anunciam pacotes para a data. E você pensa que, em pleno calor de 15 de novembro ou de 3 de outubro, um dia livre é mesmo um convite ao lazer. Afinal, com o fim do voto obrigatório, essas datas virariam simples feriados. Mas não é que, justo agora que acabou a obrigatoriedade de votar, a eleição parece mais interessante? Os temas da campanha são bem mais palpáveis, os problemas discutidos pelos candidatos se assemelham aos seus e tem até gente acenando com uma solução! “Será que eles, finalmente, descobriram que eu existo?”, você pensa. Chega o dia da eleição. E, de repente, você está com o título de eleitor na mão, votando! Utopia? Coisa de país desenvolvido?

VOMERO, M. F. Superinteressante. São Paulo, n. 175, abr. 2002. p. 39. (Texto adaptado)

Em resposta à pergunta proposta no título, REDIJA uma continuação para esse artigo, apresentando suas próprias considerações sobre as vantagens e desvantagens da não-obrigatoriedade do voto.

2) UFMG

Leia estas estrofes, do poema “O véu”, de Flor da morte, de Henriqueta Lisboa:


Reminiscência de outros véus,
de outras verônicas, de outras
máscaras. Símbolo, estigma.
Dos inumeráveis véus
que os vivos rompem ou aceitam,
resta para o morto, apenas,
um véu aderido ao rosto.
Entre a vida e a morte, um véu.
Nada mais do que um véu.

LISBOA, Henriqueta. Flor da morte. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2004. p. 9.

Com base na leitura dessas estrofes, REDIJA um texto, interpretando o simbolismo do “véu”, conforme sugerido no poema.

 

3) PUC-RS

Recentemente, os jornais noticiaram com um certo destaque: um pai de família que sofre grandes dificuldades para sustentar seus numerosos filhos com um salário irrisório, tendo encontrado um envelope com dinheiro no sofisticado clube em que trabalha, tratou logo de devolvê-lo ao dono. Que princípios estavam em jogo quando esse funcionário optou pela honestidade? Que vantagens ele teve de sacrificar? E você, o que faria em tais circunstâncias? Entregaria o envelope? Ou omitiria a verdade, guardando o dinheiro para si e para sua família?

Reflita sobre essa situação concreta e sobre as questões acima propostas, e disserte sobre este tema:

Dizer a verdade ou omiti-la: uma difícil escolha.

 

4) PUC-RS

Se a gente acreditasse Se admitíssemos que a ternura, talvez se pudesse ler nas estrelas que o braço pode se erguer a lealdade a ética e a fraternidade o reflexo do que haveria na terra: para construir empilhando pedras são eventualmente possíveis, a promessa de, um dia, longínquo e frágil em lugar de cadáveres ou dúvidas, que se pode criar, não só matar, brilhar o milagre da paz. existir, não só vegetar (...)

Os versos acima, escritos por Lya Luft, convidam-nos a refletir sobre a possibilidade de contribuirmos para a construção de um mundo menos violento, mais humano. O que é preciso fazer para que possamos viver nesse mundo de harmonia e paz? Devemos esperar pelos governantes? Ou começar por nós mesmos? Mas, por onde? Como? Apresente sua proposta, dissertando sobre o seguinte tema:

Como construir um mundo de paz.

5) PUC-RJ

Verificamos hoje em dia que tudo pode ser acessado de imediato, mas é efêmero/transitório: pode acabar instantaneamente e ser substituído na mesma velocidade com que foi descoberto ou vivido. Podemos chegar à constatação de que estamos envolvidos em relações de superficialidade, em acúmulo de tarefas e imersos numa constante falta de tempo. Disserte sobre o seguinte tema, tomando por base o texto abaixo:

A efemeridade / transitoriedade dos fatos, dos valores, das relações e seus efeitos no ser humano.

“Nunca a questão do olhar esteve tão no centro do debate da cultura e das sociedades contemporâneas. Um mundo onde tudo é produzido para ser visto, onde tudo se mostra ao olhar, coloca necessariamente o ver como um problema. Aqui não existem mais véus nem mistérios. Vivemos no universo da sobreexposição e da obscenidade, saturado de clichês, onde a banalização e a descartabilidade das coisas e imagens foi levada ao extremo. (...) O indivíduo contemporâneo é em primeiro lugar um passageiro metropolitano: em permanente movimento, cada vez mais longe, cada vez mais rápido. (...) A velocidade provoca, para aquele que avança num veículo, um achatamento da paisagem. Quanto mais rápido o movimento, menos profundidade as coisas têm, mais chapadas ficam, como se estivessem contra um muro, contra uma tela. A cidade contemporânea corresponderia a este novo olhar. Os seus prédios e habitantes passariam pelo mesmo processo de superficialização, a paisagem urbana se confundindo com out-doors. O mundo se converte num cenário, os indivíduos em personagens.”

PEIXOTO, Nelson Brissac. O olhar do estrangeiro. In: NOVAES, Adauto. (Org.) O Olhar. São Paulo: Companhia das Letras, 1988, p. 361.

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