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Coesão textual

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Coesão textual



Ingedore Koch conceitua a coesão como:

O fenômeno que diz respeito ao modo como os elementos lingüísticos presentes na superfície textual se encontram interligados, por meio de recursos também lingüísticos, formando seqüências veiculadoras de sentido.

Para Platão e Fiorin, a coesão textual: é a ligação, a relação, a conexão entre as palavras, expressões ou frases do texto. Segundo esses dois autores, há dois tipos de coesão:

> a por retomada ou por antecipação de termos;

> a por encadeamento de segmentos textuais ou elementos conectivos.

Vamos tratar do segundo caso.

Elementos conectivos

Como qualquer pronome, os relativos são usados em uma oração para se evitar a repetição de termos anteriormente referidos; mas servem também como elementos conectivos, como elementos de coesão, entre os termos da oração ou entre as orações.

. Comprei um livro que me foi muito útil para realizar a prova.

Na frase, o pronome que substitui livro, anteriormente referido, interligando as orações. Sem o uso do pronome, teríamos o seguinte texto:

. Comprei um livro. O livro me foi muito útil para realizar a prova.

É possível o uso de formas variáveis do pronome que: o qual, a qual, os quais e as quais. Devem, no entanto, ser utilizadas com critério para se evitar o pedantismo, o texto que se quer "difícil" e "intelectualizado". O mais correto é usá-las para impedir ocorrência de ambigüidade, como no exemplo abaixo:

. Conheci o pai da Joana, que me pareceu muito inteligente.

Quem é inteligente: o pai ou Celina? Neste caso, a variação do pronome que exclui a ambigüidade.

. Conheci o pai da Joana, o qual me pareceu muito inteligente.

. Conheci o pai da Joana, a qual me pareceu muito inteligente.

Além do pronome que, vejamos outros dois relativos, cuja utilização pode criar algum embaraço no momento de se redigirem textos.

Onde: tal pronome deve ser usado apenas para indicar lugar.

Podemos, eventualmente, substituir tal pronome por um outro: em que (no qual, na qual, nos quais, nas quais).

Prática muito comum, no entanto, é usar o pronome onde como uma espécie de curinga, criando-se o fenômeno do "ondismo", ou seja, o pronome passa a ser usado em diversas relações oracionais.

. O século XXI iniciou-se com uma nova guerra, onde acho que isso é errado.

Neste caso, não cabe o pronome onde, exatamente por não haver uma referência a lugar, por isto, neste caso, o correto é escrever:

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